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    Secoya Info No. 1 (português) PDF Imprimer Envoyer
    Écrit par Pascal Daniel Angst   
    Lundi, 17 Mars 2008 00:00

    Querid@s amig@s,

    Estou feliz de apresentar a vocês de novo alguns pequenos fragmentos de informação das semanas passadas em Manaus. A escolha não é sempre fácil, e muitas vezes eu queria escrever mais sobre uma temática. Portanto penso criar com estes fragmentos pouco a pouco um mosaïque, que lhes mostra - às vezes sorridente, às vezes triste, irritado ou comovido - uma visão geral da minha vida e meu trabalho aqui no Amazonas.

    Quero convidar vocês também a investigar sempre, pedir mais informações, mas também de divulgar as informações sempre que puder. Porque é um objetivo importante da Secoya, E-Changer e meu, de levar a luta dos povos indígenas na Amazônia remota  ao mundo afora - a luta por uma forma de vida, que seja talvez a última em harmonia e equilíbrio com a natureza.

    Desejo a tod@s uma boa leitura e uma Páscoa com muita paz,

    Saudações,

    Pascal

     

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    Secoya Info No 1
    Segunda-feira, 17 de março de 2008

     

    Secoya

    Na semana passada, a Secoya comemorou a publicação oficial do convênio com a “Fundação Nacional de Saúde” - Funasa, sobre a saúde dos Yanomami de Roraima. Do outro lado, ainda estamos esperando o pagamento do convênio do Amazonas, que está atrasado desde outubro 2007. Todo mundo sofre, principalmente os Yanomami, mas também os funcionários da Secoya e as suas famílias. Os culpados? A Funasa disse que era o sistema de contabilidade a Brasília, que entrou em pane, a antiga empresa de manutenção saiu, a nova ainda não assumiu. Na semana passada o sistema voltou a funcionar, mas a administração pública federal continua inerte. Como sempre, o orçamento do governo deste ano só foi aprovado pelo congresso na semana passada, e ainda vai demorar um bom tempo para o dinheiro realmente sair do tesouro federal.

    sede da Secoya a Manaus é alugada. A proprietária tem dívidas com as companhias de luz, água, e IPTU o que nos criou várias dificuldades, como um corte de água, que foi impedido no último momento pela Secoya. Ademas, a proprietária decidiu recentemente aumentar o aluguel. Em reação, a Secoya começou a procurar uma outra casa. Esta foi encontrada no ano passado, planos elaborados, só faltava uma pequena reforma. Um primeiro pagamento efetuado, o proprietário de repente sumiu. Depois de três meses de procura, a Secoya desistiu e achou logo outra casa, maior e mais bonita. Falta negociar o preço e as condições de aluguel. Porém, a longo prazo a Secoya tentará comprar uma casa própria, para evitar a dependência do aluguel e aumentar a estabilidade da organização.

     

    E-Changer

    Ainda não achei o meu apartamento próprio, mas ao menos um quarto separado: estou morando agora no bonito escritório renovado da casa do Silvio, onde montei a minha rede (com mosqueteiro). E também achei uma bicicleta nova, que vai me facilitar a exploracão da cidade de Manaus. A chuva é freqüente, mas ao menos quentinha; só a minha bunda ainda precisa se acostumar aos múltiplos buracos e fossas das ruas da cidade.

    A Secoya trabalha para a saúde dos Yanomami, e o meu principal trabalho nestes dias é a luta contra os vírus, vermes e outros bichinhos digitais que atacam os nossos computadores. A primeira capacitação que vou organizar formará os meus colaboradores enfermeiros na saúde dos computadores.

     

    A festa dos Yanomami (parte 2)

    Manatom të kp ha kõpon ai a xapono ha, pata të pë iha të kp himou. Të m ha harurn, pata pë ã wayou xoao. Të m ha harurn harika pë xurukou henao, h tëhë pë huu xoao, h tëhë, ahetea pë mikeyoruu, ha pauxi pë ta  xoahe, hoko si pë, ara texina pë katehahe, h tëhë, pë rë rurupouwei a kõa xomapei, xapono ham.

    Heniyom yama k kõo tëhë, pãxo yama ãhe tapra xoarayou, h tëhë, yama ãhe yehia xoao hër, ahete ha yama k ha roikun yama k  yãmou xoao, h tëhë yama k husi heamou, yama k warou xokei, xapono a ham, h tëhë, pata të hatop nahi ha, yama pë pãxo ãhe praa xoao, h tëhë, ka wakë hetu ha yama pê yauamahe.

    Pë rë heniyom rë hunowei pë amoamou he haruu, huya pë xo.
    Heniyom të pë ha kõpon, hama pë rë kui pë rii yahii piyëo. h tëhë, hama pë pauximou xoao, pë he horoimou xoao, pë kãi yamou, suwë pë xo, ihiru pë xo, pata pë xo, h tëhë, pë rar, pë katproran xapono ham pë praa xoao, ihiru pë ha xomao, huya pë xo, suwë, mokomoko pë xo, pata pë xo, pruka pë ha xoao, ai huyahuya pën purunama u si pë horahe, ai pë xapono ham purunama usipë kãi xëprahe.

    Yama k praa ha maprarun, kurata yama u k koa xoao, yama k pëtmayou, h tëhë, mi titi ha yama k wayamou.

    Quando os mensageiros alcançam a outra comunidade, eles fazem o ritual do “himou” com as lideranças daquela comunidade. Ao amanhecer, os líderes discutem primeiramente. No dia seguinte, ao amanhecer, eles arrumam a bagagem, e vão logo; vão dormir perto da comunidade dos hóspedes, preparam os enfeites, as folhas de açaizeiro, as penas de rabo de arara, e nesse momento o mensageiro que os acompanha volta primeiro à casa coletiva.

    Quando voltamos da caçada coletiva, fazemos logo o banacu e o carregamos logo, sentamos logo nos arredores da casa coletiva para nos pintarmos. Nesse momento, nós assobiamos, formamos uma fila ao redor da casa coletiva, no pátio interno. Depois disso, deixamos o embrulho no chão da casa do chefe da família do falecido. Penduramos as caças em cima do fogo. Os que participaram da caçada coletiva cantam à noite com os rapazes. É somente quando os caçadores voltam que os visitantes chegam à casa coletiva. As mulheres, as crianças, os adultos visitantes se enfeitam logo, colocam as penas brancas na cabeça, se pintam, nesse momento, eles gritam formando uma fila para avisar que estão chegando à casa coletiva. Eles dançam logo, as crianças entram primeiramente, os rapazes, as mulheres, as moças, os líderes, todos entram logo, uns rapazes sopram flautas, em algumas comunidades, os anfitriões quebram as flautas dos visitantes.

    Quando terminamos a dança, tomamos logo o mingau de banana, a gente se sacia uns aos outros. À noite fazemos o ritual de “wayamou”.

    (Relatório do 7o curso de formação dos professores Yanomami, novembro 2007)

     

    Os Índios do Brasil

    Terça-feira, 11 de março de 2008, a polícia desocupou um local na periferia de Manaus. Isso não seria nada especial, se não houvesse índios entre os ocupantes e se a polícia não tivesse agido com grande violência. Entre as 400 famílias da “Lagoa Azul” tinha índios de sete etnias: tikuna, tukano, dessana, sateré-maué, kanamarí, cocama e baniwa. A ação violenta da polícia criou uma repercussão internacional, e em conseqüência manifestações da imprensa e política local. Na periferia de Manaus vivem cerca de 25'000 índios, a grande maioria na pobreza absoluta. Os índios que chegam à capital não têm chance de se inserir na economia e na cultura local, e ao mesmo tempo vão perdendo a cultura e a identidade própria. O êxodo dos índios começou na época 70, acompanhando o êxodo rural, provocado pela concentração da economia e da infraestrutura da Amazônia em Manaus. O estado nunca conseguiu valorizar a produção agrícola e extrativista do interior, nem descentralizar a produção industrial. A “Fundação Estadual dos Povos Indígenas” FEPI quer disponibilizar um terreno com infraestrutura social para os índios da periferia. O estado e o governo federal tentam separar os índios dos sem terra e criar programas para fixá-los na terra. A Secoya trabalha por este objetivo há dez anos. Infelizmente a política brasileira o faz somente por um pequeno instante, depois de um escândalo.

    (Jornal « A Crítica » de Manaus e Secoya)

     
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    Pascal : "Les Peuples autochtones sont notre passé et notre future"

    Pascal est né à Bâle, où il a étudié l'ethnologie. Il travaille depuis 1998 comme coopér-acteur avec E-Changer au Brésil. Le premier projet était avec le Mouvement des Paysans Sans Terre (MST). Pendant huit ans il accompagnait la construction du secteur national de l'informatique et l'inclusion numérique. Depuis février 2008, Pascal travaille avec la Secoya - Service et Coopération avec le Peuple Yanomami - à Manaus.

     

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    Le Conseil Indigéniste Missionnaire, le Cimi, est apparu en 1972, quand peu de gens croyaient à la possibilité des peuples indigènes d’avoir un futur propre à eux, que non sa disparition ou bien son accaparement par la « société nationale ». Un groupe de missionnaires a fait l’ « option pour les peuples indigènes », en proposant la rupture avec le modèle de développement en cours à travers une action pastorale spécifique, intégrale et articulée – le Cimi. Jusqu’à présent le Cimi travaille côte à côte avec les peuples indigènes à fin de soutenir la continuité de leurs projets de vie.

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